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Jenifer Lewis, atriz de “Um Maluco no Pedaço”, fala sobre vício: “O sexo era a droga”
Conhecida como a “Mãe de Hollywood Negra”, artista compartilhou experiências sobre dependência sexual, transtorno bipolar e traumas em entrevista recente
Por décadas, mulheres negras foram ensinadas a sobreviver em silêncio, esconder vulnerabilidades, carregar dores sem demonstrar fraqueza, seguir em frente mesmo quando o corpo e a mente pediam ajuda.
Aos 69 anos, a atriz Jenifer Lewis decidiu fazer o contrário.
Conhecida por trabalhos em produções como “Um Maluco no Pedaço”, “Black-ish”, “A Different World” e inúmeros clássicos do cinema e da televisão, a artista voltou a falar publicamente sobre alguns dos momentos mais difíceis de sua vida. Em participação no podcast da atriz e apresentadora Keke Palmer, Lewis revelou que demorou anos para compreender que vivia um quadro de dependência sexual e que utilizava o sexo como uma forma de lidar com traumas, dores emocionais e a pressão da fama.
“O sexo era a droga”, afirmou a atriz durante a conversa. Segundo Lewis, durante muito tempo ela interpretou seus comportamentos como liberdade sexual, sem perceber que aquela relação também funcionava como uma estratégia para preencher vazios emocionais e escapar de questões que ainda não haviam sido elaboradas.
Ao longo da entrevista, a atriz falou sobre como experiências traumáticas da infância, a convivência com o transtorno bipolar e os desafios de construir uma carreira em Hollywood influenciaram diferentes fases de sua vida.
Lewis já havia abordado parte dessas experiências em sua autobiografia, mas a nova conversa reforça um tema que atravessa sua trajetória: a importância de romper o silêncio em torno da saúde mental. Em um setor onde artistas frequentemente são vistos apenas através do brilho do sucesso, a atriz escolheu expor também as cicatrizes.
A importância da vulnerabilidade
Conhecida como a “Mãe de Hollywood Negra“, Jenifer Lewis construiu uma carreira que atravessa mais de quatro décadas de televisão, cinema e teatro. Seu trabalho abriu portas para diferentes gerações de artistas negros e ajudou a ampliar a presença de personagens negros em produções de grande alcance.
Mas talvez uma de suas contribuições mais importantes esteja fora das telas. Ao falar abertamente sobre bipolaridade, dependência, trauma e recuperação, Lewis ajuda a desafiar um estigma que ainda afeta milhões de pessoas negras ao redor do mundo: a ideia de que vulnerabilidade é sinônimo de fraqueza.




