17 de julho de 2026

Filmes e séries

Viola Davis, Idris Elba e Cynthia Erivo aparecem nas primeiras imagens de ‘Filhos de Sangue e Osso’

Produção da Paramount inspirado em referências africanas chega aos cinemas em 2027

Barbara Braga | 17/07/2026
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- Crédito: @lephatse_m | @paramountplusbr

A espera por “Filhos de Sangue e Osso” começou a ganhar forma.

A Paramount Pictures divulgou as primeiras imagens oficiais da adaptação cinematográfica da obra de Tomi Adeyemi, fenômeno literário que ajudou a redefinir a presença de personagens negros dentro da fantasia contemporânea. Previsto para chegar aos cinemas brasileiros em 2027, o longa apresenta ao público o universo de Orïsha, um mundo marcado por ancestralidade, magia e resistência.

As imagens reveladas oferecem um primeiro olhar sobre os protagonistas da história: Thuso Mbedu, no papel de Zélie; Tosin Cole, como Tzain; Amandla Stenberg, interpretando a princesa Amari; e Damson Idris, vivendo o príncipe Inan.

Mas o impacto do projeto vai além dos personagens centrais. O elenco reúne alguns dos nomes mais relevantes do audiovisual negro contemporâneo, incluindo Viola Davis, Regina King, Idris Elba, Cynthia Erivo, Lashana Lynch e Chiwetel Ejiofor.

@lephatse_m | @paramountplusbr

Uma história construída a partir da ancestralidade africana

Ambientado em Orïsha, o filme acompanha Zélie, uma jovem determinada a recuperar a magia que foi arrancada de seu povo por um governo autoritário.

Ao lado do irmão, ela embarca em uma jornada que cruza caminhos com os filhos da monarquia responsável pela repressão. O que começa como uma busca por justiça rapidamente se transforma em uma batalha pela sobrevivência de uma cultura inteira.

A narrativa é inspirada em tradições e referências africanas que raramente ocupam o centro das grandes produções de fantasia. Por isso, desde o lançamento do livro em 2018, Filhos de Sangue e Osso passou a ser visto como um marco para leitores que buscavam se enxergar em universos historicamente dominados por personagens brancos e referências eurocêntricas.

A adaptação é dirigida por Gina Prince-Bythewood, cineasta responsável por obras como “A Mulher Rei”, filme que também se destacou por colocar personagens negros e histórias africanas no centro de uma narrativa épica.

Além da direção, Gina assina o roteiro ao lado da própria Tomi Adeyemi, reforçando a intenção de preservar a essência da obra original durante a transição para o cinema.

O projeto adapta o primeiro livro da trilogia “O Legado de Orïsha”, série que conquistou leitores ao redor do mundo e se tornou uma das referências da chamada fantasia afrodiaspórica.

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Barbara Braga