17 de julho de 2026

Entretenimento

Gabriela Loran troca mocinha por vilã e faz história na Globo

Atriz deixa para trás a querida Viviane de “Três Graças” para mergulhar em uma personagem marcada por ambição e conflitos

Barbara Braga | 17/07/2026
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- Crédito: Divulgação/Globo

A trajetória de Gabriela Loran na televisão brasileira acaba de ganhar um novo capítulo, e talvez um dos mais simbólicos de sua carreira.

Depois de emocionar o público como Viviane, personagem que marcou a novela Três Graças, a atriz foi escalada para viver sua primeira grande vilã em uma produção da TV Globo. A informação foi divulgada nos últimos dias e representa mais do que uma mudança de perfil artístico: é também um avanço importante na ocupação de espaços historicamente negados a artistas trans na televisão brasileira.

Na próxima novela das seis, “Lá na Minha Terra”, escrita por Mario Teixeira, Gabriela fará parte de um núcleo ambientado em um cabaré, espaço que terá papel central no desenvolvimento da trama. Diferentemente da acolhedora Viviane, sua nova personagem será movida por interesses próprios, conflitos e disputas de poder.

Durante décadas, atores e atrizes trans foram limitados a papéis específicos na televisão brasileira. Quando apareciam, geralmente interpretavam personagens cuja narrativa girava exclusivamente em torno da identidade de gênero.

A presença de Gabriela Loran em Três Graças já havia chamado atenção justamente por romper com essa lógica. Viviane foi construída como uma mulher complexa, apaixonada, profissional, amiga e protagonista de sua própria história. A identidade trans da personagem existia, mas não definia sozinha sua trajetória.

Da Viviane à vilã

O contraste entre os dois papéis não poderia ser maior.

Em Três Graças, Gabriela conquistou o público com uma personagem associada ao afeto e à representatividade positiva. O romance entre Viviane e Leonardo tornou-se um dos núcleos mais comentados da novela e foi celebrado como um marco para a teledramaturgia brasileira.

A própria atriz chegou a afirmar que a experiência representava uma forma de reescrever histórias e ampliar a humanidade com que personagens trans são retratados na televisão.

Na nova produção, porém, ela mergulhará em uma personagem que promete movimentar conflitos, provocar reviravoltas e desafiar as expectativas do público.

A escalação também reforça o crescimento de Gabriela dentro da indústria audiovisual brasileira. Após anos enfrentando barreiras estruturais para acessar oportunidades, a atriz chega a um momento em que passa a ser reconhecida não apenas pela importância simbólica de sua presença, mas pela consistência de seu trabalho como intérprete.

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Barbara Braga